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Licenciatura em História

O Curso de Licenciatura em História da UNIFESSPA estabelece o compromisso com o desenvolvimento da compreensão da região como um espaço historicamente construído como o seu principal objetivo, bem como da estreita relação com a Educação Básica. O contexto sociohistórico da Amazônia Oriental brasileira e, particulamente, da mesoregião sudeste do Pará constitui a base material e imaterial de enraizamento do curso de História. Dentre suas funções, ele deverá cumprir o papel da formação histórica para a ampliação das perspectivas da(s) consciência(s) histórica(s) que oriente o agir dos grupos sociais no contexto dos conflitos e da diversidade social, cultural e ecológica que caracteriza a região, tendo como horizonte a sustentabilidade, os dirietos humanos e a cidadania plena.

O curso será desenvolvido na modalidade presencial, regime seriado, com duração de quatro anos (oito semestres). Ele está composto por dois núcleos: o Núcleo de Formação Histórica e Historiográfica e o Núcleo de Formação Docente. O percurso curricular do Curso fundamenta-se na formação para o entendimento das questões amazônicas, de modo a formar profissionais engajados em seus processos de auto(trans)formação, da produção acadêmica para a transformação da realidade e da constituição e reforço das identidades e capacidades propositiva, investigativa e criativa.

 

DIRETRIZES CURRICULARES DO CURSO

Fundamentos Epistemológicos, Éticos e Didático-Pedagógicos

A relação universidade e formação de professores de história, tendo como pressuposto a articulação com a educação básica e com a sociodiversidade regional, deverá orientar-se pelos princípios: (i) da indissociabilidade de ensino, pesquisa e extensão; (ii) da diversidade epistemológica do mundo; (iii) da diversidade de tempos-espaços-relações formativas.

A práxis constitui-se num dos fatores determinantes da ciência da história (RÜSEN, 2007). Isto quer dizer que ela visa produzir efeitos sobre a vida prática, especificamente na função de orientação do agir humano e que, portanto, o conhecimento histórico visa produzir efeitos nos processos de aprendizados. Nesta perspectiva, a formação histórica é uma categoria da didática da história, entendida como o conjunto de competências simultaneamente relacionadas ao saber, à práxis e à subjetividade. A didática da história refere-se à ciência do aprendizado histórico, isto é, trata-se da “contribuição da ciência da história para o desenvolvimento daquelas competências da consciência histórica que são necessárias para resolver problemas práticos de orientação com o auxílio do saber histórico” (RÜSEN, 2007, p. 94). Assim, a formação histórica como processo complementar e dinâmico – contrário ao ensino de história como “didática da cópia” – inclui a reflexão sobre as regras e os princípios com que as ciências organizam categorialmente sua relação à experiência (à totalidade), à práxis (ao agir) e a subjetividade (aos seus sujeitos).

O debate sobre a educação histórica no Brasil é recente, mas apresenta-se como uma contribuição para se enfrentar o risco da dissociação entre especialização (formação teórico/intelectual) e profissionalização (competência técnica). Essa perspectiva exige uma formação integral do profissional de História, isto é, a não externalização e subordinação de fatores determinantes do processo cognitivo da história. A competência para realizar a reflexão sobre as regras e os princípios da cientificidade do saber histórico, inclui a formação sobre os diversos fatores dos procedimentos adotados pela pesquisa e com os tipos de saber por ela produzido: (i) a geração de problemas históricos a partir das carências de orientação da vida prática; (ii) a relação da formatação historiográfica ao público; (iii) as funções de orientação prática do saber histórico (RÜSEN, 2007, p. 90).

A formação em licenciatura pressupõe que os saberes relacionados à produção de conhecimento histórico e à consequente conformação da historiografia constituem a formação de todos aqueles que operam a memória a partir da História.  Desta forma, o percurso curricular do curso deverá orientar-se pelos princípios da pesquisa como estratégia educativa e da formação para o entendimento das questões amazônicas, de modo a formar profissionais engajados em seus processos de auto(trans)formação, da produção acadêmica para a transformação da realidade e da constituição e reforço das identidades e capacidades propositiva, investigativa e criativa (UFPA, 2005). Desta forma, considera-se que essa formação teórica, técnica e político-social deverá pautar-se pela ampliação das formas de atuação do egresso, especialmente nas capacidades de intervir e promover processos de aprendizados históricos e de formação de consciência histórica que oriente o agir dos grupos sociais no contexto dos conflitos e da diversidade social, cultural e ecológica que caracteriza a região.

Objetivos do curso

O presente Projeto Político Pedagógico estabelece o compromisso com o desenvolvimento da compreensão da região como um espaço historicamente construído como o seu principal objetivo. A partir dele, desdobram-se outros, a saber:

  • Ofertar a formação em História, voltada para a compreensão dos processos históricos da região;
  • Ofertar a formação em História tendo a experiência amazônica e brasileira como suportes estruturantes dos percursos curriculares;
  • Ofertar a formação para a Licenciatura em estreita relação com a Educação Básica, por meio do vínculo imediato com a prática profissional.

Perfil do egresso

O egresso deverá estar capacitado ao exercício do trabalho docente, como professor de História, habilitado a operar os instrumentos da produção do conhecimento histórico, conhecedor das principais correntes teóricas e das principais correntes historiográficas da Historiografia Brasileira. O graduado deverá estar capacitado a operar o conhecimento historiográfico (operar sobre as regras e os princípios com que a ciência da história organiza sua relação à experiência, à práxis, e a subjetividade), para a produção de Saber Histórico Escolar e realizar a Educação Histórica.

Competências e habilidades

De acordo com os objetivos do curso, e com o perfil do profissional a ser formado, espera-se que o Licenciado em História possa:

  1. Conhecer as principais correntes historiográficas da historiografia brasileira;
  2. Conhecer as variações dos processos históricos, bem como suas diferentes modalidades de combinações no tempo e no espaço;
  3. Conhecer e diferenciar as interpretações históricas propostas pelas principais escolas historiográficas, visando com isso dominar o conhecimento sobre procedimentos teórico-metodológicos e as modalidades de narrativa histórica;
  4. Saber transitar pelas fronteiras entre a História e outras áreas do conhecimento, sendo capaz de diferenciá-las e, sobretudo, de qualificar o que é específico do conhecimento histórico;
  5. Compreender e explicar os diferentes conceitos que formam as estruturas e relações sócio-históricas de uma dada realidade;
  6. Operar o conhecimento historiográfico de modo a transformá-lo em Saber Histórico Escolar;
  7. Compreender a complexidade da atividade docente, não a dissociando de seus fundamentos político-pedagógicos e da pesquisa, tanto no âmbito formal como em práticas não-formais de ensino;
  8. Refletir sobre as questões educacionais e pedagógicas referentes ao ensino da História nos níveis Fundamental e Médio, de forma a propor projetos de intervenção na realidade escolar, capazes de permitir a educação histórica do cidadão;
  9. Transitar pelos saberes históricos e pedagógicos com competência de forma a elaborar material didático em diversas linguagens, amparados em referências teórico-metodológicas trabalhadas no curso;
  10. Promover a educação de crianças, adolescentes e adultos no sentido amplo, incluindo, além do ensino de disciplinas escolares e o desenvolvimento cognitivo, o cuidado com aspectos afetivos, físicos, socioculturais, ambientais e éticos, sobretudo atuando na formação plena da cidadania;
  11. Selecionar e organizar conteúdos de História de modo a assegurar sua aprendizagem pelos alunos, a partir da realidade discente, bem como da cultura local;
  12. Selecionar e usar recursos didáticos adequados e estratégias metodológicas do ensino da História de acordo com o grau de maturidade pedagógica e psicológica dos alunos;
  13. Propor e desenvolver trabalho coletivo e cooperativo.

Assim, serão desenvolvidos conteúdos que atendam às políticas públicas voltadas para a educação básica (PCNs, LDBN/96, Diretrizes Curriculares para a Formação do Educador) e que sinalizam a direção que os estudos históricos devem tomar na formação do cidadão.

 

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O curso de Licenciatura em História assume os como princípios pedagógico-metodológicos: (i) a vinculação teoria e prática, conhecimento historiográfico e saber histórico escolar; (ii) a pluralidade de tempos-espaços-relações formativas, chamando a atenção para o conjunto dos tempos e espaços, vivencias e práticas sociais em que se constituem os sujeitos educativos; (iii) a pesquisa como estratégia educativa e sua articulação com a prática curricular continuada; (iv) a flexibilidade curricular, considerando a participação dos próprios educandos no currículo; (v) a indissociabilidade entre as atividades de ensino, pesquisa e extensão; (vi) o aprendizado e uso de múltiplas linguagens articuladas a produção educacional.

A metodologia de ensino privilegiará a formação do intelectual autônoma, criativa e empreendedora. Nesse sentido, trabalhar-se-á com o objetivo de desenvolver o gosto pelo debate acadêmico, o respeito à crítica e a compreensão de que esta última é parte do fazer científico. Para tanto, os docentes encaminharão, além das aulas expositivas, necessárias ao desenvolvimento do tempo de explicação, estratégias que exijam de si mesmos e dos discentes o exercício da crítica historiográfica, o confronto de perspectivas e a crítica às bases teóricas e metodológicas que as informam. No que concerne às disciplinas de natureza prática, a metodologia de ensino privilegiará o exercício de competências e habilidades necessárias à vivência profissional, proporcionando aos discentes as situações necessárias para o seu desenvolvimento.

 

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO CURSO

Estrutura do Curso

O Curso de História da UNIFESSPA toma como referência principal o Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em História da UFPA. Nessa universidade, o curso tem uma longa tradição tendo sido criado pelo Decreto Federal n.º 35456 de 04/05/1954, na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Pará, depois incorporada à Universidade Federal do Pará. O curso obteve Conceito 5/4 no ENADE 2008. Além dos cursos de graduação (bacharelado e licenciatura), o Curso de História da UFPA/Belém mantém, desde 2003, o curso de pós-graduação stricto senso – o Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia. Em 2010 aprovou o primeiro curso de Doutoramento em História da Amazônia Brasileira.

O Curso de História da UNIFESSPA está amparado na legislação vigente: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (no 9394, de 20/12/1996); Resolução CNE/CES nº 13, de 13/03/2002, que estabelece as Diretrizes Curriculares para os cursos de História; Resolução CNE/CP 2/2002 que estabelece a duração e a carga horária dos cursos de licenciatura; Resolução CNE/CP/2002 que institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica; Portaria MEC nº 403, de 01/04/2010 que trata dos Referenciais Curriculares Nacionais dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura; Lei 10.639/2003 e Lei 11.645/2008; Resolução CNE/CP nº  1/2004 que institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Decreto Presidencial nº 5.626/2005 que regulamenta a inclusão de Libras como disciplina curricular; Lei nº 9.795 de 27/04/1999 que institui a Política Nacional de Educação Ambiental; Resolução CONSEPE nº 3.3.186/2004 que Institui Diretrizes Curriculares para os Cursos de Graduação da UFPA; Resolução CONSEPE nº 4.399/2013 que Aprova o Regulamento do Ensino de Graduação no âmbito da UFPA.

A organização curricular formulada para a Licenciatura busca conformar o perfil do egresso em acordo com duas ordens de fatores: em primeiro lugar, evidentemente, as diretrizes curriculares para a formação de professores; em segundo lugar, a compreensão compartilhada pelo corpo docente do curso, segundo a qual a formação do professor não exclui a pesquisa e a perspectiva de construção do conhecimento. Da mesma forma, a organização projetada propõe uma ampla discussão sobre o ofício do professor, tanto por meio da discussão teórica e científica sobre o fazer docente quanto pela prática pedagógica e pela vivência no ambiente escolar.

O Curso de História é composto por dois núcleos: o Núcleo de Formação Histórica e Historiográfica e o Núcleo de Formação Docente. O total da carga horária do Curso de Licenciatura em História, incluídas as atividades científico-culturais, é de 3.056 horas, subdivididas em oito semestres.

O Núcleo de Formação Histórica e Historiográfica tem uma carga horária total de 1394 horas. O Núcleo de Formação Histórica e Historiográfica é formado por cinco nucleações: 1) Teoria e Metodologia da História, 2) História Geral, 3) História Americana, 4) História do Brasil e 5) História da Amazônia. As nucleações distribuem-se ao longo do percurso curricular ao par e ao passo das disciplinas do Núcleo de Formação Docente.

1. Teoria e Metodologia da História – quatro disciplinas: Epistemologia e Diversidade; Introdução aos Estudos Históricos; Matrizes do Pensamento Historiográfico do Século XIX; Matrizes do Pensamento Historiográfico do Século XX.

2. História Geral – sete disciplinas: Sociedades Mediterrâneas e Orientais na Antiguidade; Relações de poder e trabalho no mundo medieval; História das Sociedades Africanas; Formação dos Estados Nacionais; História das Revoluções e do Imperialismo; História do Breve Século XX; África Colonial e Pós-colonial.

3) História Americana – quatro disciplinas: Sociedades Autóctones das Américas; Conquista e Colonização das Américas; Independências e Formação dos Estados Nacionais nas Américas; Populismo, Revoluções e Regimes Totalitários na América Latina;

4) História do Brasil – quatro disciplinas: História da América Portuguesa; Formação do Estado-Nação no Brasil; História e Cultura Afro-brasileira; História do Tempo Presente no Brasil

5) História da Amazônia – quatro disciplinas: História do Sul e Sudeste do Pará; História Social e Econômica da Amazônia; História Indígena e do Indigenismo na Amazônia; Cultura e Natureza na Amazônia.

O Núcleo de Formação Docente tem uma carga horária total de 1462 horas. O Núcleo de Formação Docente está organizado em quatro nucleações: 1) Formação Básica da Licenciatura; 2) Prática Curricular Continuada; 3) Estágio Supervisionado; e, 4) Metodologia e Pesquisa em História e em Ensino de História. A primeira tratará da formação teórica do professor, com disciplinas que abordem os princípios filosóficos, éticos e técnicos do fazer docente.

A segunda viabilizará a experiência controlada dos futuros professores com o ambiente escolar e suas particularidades, de forma a garantir a experiência mínima necessária ao exercício da docência. As atividades dessa última nucleação serão desenvolvidas, conforme determina a legislação correspondente, desde o início do curso.

A terceira nucleação volta-se para a prática aplicada sob supervisão, com vistas à consolidação de competências e habilidades apreendidas ao longo da formação e o desenvolvimento de outras só possíveis de serem aprimoradas a partir da prática. A última nucleação consistirá nas atividades que culminarão no trabalho de conclusão de curso, o qual deverá dar conta de temática voltada para as questões do Ensino. As nucleações distribuem-se ao longo do percurso curricular ao par e ao passo das disciplinas do Núcleo de Formação Histórica e Historiográfica.

1. Formação Básica da Licenciatura – cinco disciplinas: Educação Histórica; História da Educação no Brasil; História de Vida; Libras; Psicologia da Educação e da Aprendizagem

2. Prática Curricular Continuada (PCC) – sete disciplinas: Estratégias de Ensino de História Local e Regional; Texto didático: produção e uso; Ensino de História: Patrimônio Material e Imaterial; Ensino de História e Linguagens: literatura, oralidades e mídias; Estratégias de Ensino de História no Ensino Fundamental; Estratégias de Ensino de História no Ensino Médio e Estratégias de Ensino de História para as Relações Étnico-Raciais

3. Estágio Supervisionado – quatro disciplinas: Estágio Supervisionado I; Estágio Supervisionado II; Estágio Supervisionado III e Estágio Supervisionado IV

4. Metodologia e Pesquisa em História e em Ensino de História – quatro disciplinas: Metodologia das Ciências Humanas e Sociais; Metodologia: Projeto de Pesquisa; Monografia I e Monografia II

Quadro do Desenho Curricular do Curso

NÚCLEO

ÁREA (NUCLEAÇÕES)

ATIVIDADES CURRICULARES

Carga Horária

Núcleo de Formação Histórica e Historiográfica

Teoria e Metodologia da História

Epistemologia e Diversidade

34

Introdução aos Estudos Históricos

34

Matrizes do Pensamento Historiográfico do Século XIX

34

Matrizes do Pensamento Historiográfico do Século XX

68

História Geral

Sociedades Mediterrâneas e Orientais na Antiguidade

68

Relações de poder e trabalho no mundo medieval

68

História das Sociedades Africanas

34

Formação dos Estados Nacionais

68

História das Revoluções e do Imperialismo

68

História do Breve Século XX

68

África Colonial e Pós-colonial

34

História Americana

Sociedades Autóctones das Américas

68

Conquista e Colonização das Américas

68

Independências e Formação dos Estados Nacionais nas Américas

68

Populismo, Revoluções e Regimes Totalitários na América Latina

68

História do Brasil

História da América Portuguesa

68

Formação do Estado-Nação no Brasil

68

História e Cultura Afro-brasileira

68

História do Tempo Presente no Brasil

68

História da Amazônia

História do Sul e Sudeste do Pará

68

História Social e Econômica da Amazônia

68

História Indígena e do Indigenismo na Amazônia

68

Cultura e Natureza na Amazônia

34

 

Optativa

34

SUBTOTAL POR NÚCLEO                                                                                                     1394

Núcleo de Formação Docente

Formação Básica da Licenciatura

Educação Histórica

68

História da Educação no Brasil

34

História de Vida

68

Libras

68

Psicologia da Educação e da Aprendizagem

68

Prática Curricular Continuada (PCC)

PCC I – Estratégias de Ensino de História Local e Regional

68

PCC II – Texto didático: produção e uso

68

PCC III - Ensino de História: Patrimônio Material e Imaterial

68

PCC IV - Ensino de História e Linguagens: literatura, oralidades e mídias

68

PCC V - Estratégias de Ensino de História no Ensino Fundamental

68

PCC VI - Estratégias de Ensino de História no Ensino Médio

68

PCC VII – Estratégias de Ensino de História para as Relações Étnico-Raciais

68

Estágio Supervisionado

Estágio Supervisionado I

102

Estágio Supervisionado II

102

Estágio Supervisionado III

102

Estágio Supervisionado IV

102

Metodologia e Pesquisa em História e em Ensino de História

Metodologia das Ciências Humanas e Sociais

34

Metodologia: Projeto de Pesquisa

68

Monografia I

68

Monografia II

68

 

 

Optativa II

34

SUBTOTAL POR NÚCLEO

1462

   

Atividades Complementares

200

TOTAL GERAL

   

3056

Trabalho de Conclusão de Curso

O trabalho de conclusão de curso consistirá na aplicação prática das competências e habilidades adquiridas ao longo do curso revertidas para a produção de conhecimento de caráter histórico.

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é uma atividade curricular obrigatória (Resolução Nº 4.399, de 14/05/2013 – CONSEPE/UFPA) e será executado sob a forma de Monografia de Iniciação Científica. O trabalho de conclusão de curso será desenvolvido no âmbito das disciplinas Monografia I e Monografia II, ofertadas, respectivamente, no sétimo e oitavo semestre, integralizando uma carga horária de 128 horas. O trabalho de conclusão de curso será realizado individualmente e será assistido por um professor orientador.

O Trabalho de Conclusão de Curso será defendido em sessão pública, perante Banca Examinadora constituída de, no mínimo, dois membros titulares, sendo um deles, obrigatoriamente, o orientador, que presidirá a sessão, conforme Resolução supracitada.

Estágio Supervisionado

O estágio supervisionado de formação profissional compreenderá 408 (quatrocentas e oito) horas e será desenvolvido a partir do 5º semestre, de acordo com as ementas e a legislação em vigor. O objetivo geral do estágio supervisionado é garantir a aprendizagem significativa dos conteúdos da formação educativa (docente e profissionais da educação), vinculada à prática pedagógica problematizada, teorizada e transformada a partir das intervenções do estagiário. Os objetivos específicos são:

• promover situações de observação ao licenciado e reflexão sobre a prática pedagógica para compreender e atuar em situações contextualizadas.

• criar situações de aprendizagem para a construção de competências nas relações humanas e ensino (saber fazer) a partir do envolvimento direto com a prática e do estudo paralelo dos referenciais teórico-metodológicos que norteiam a prática educativa.

• possibilitar ao licenciado sua intervenção na prática, reorganizando as atividades pedagógicas, a partir da problematização, tematização e reelaboração de seus conhecimentos.

• habilitar o aluno a relacionar teoria e prática, problematizando, analisando e teorizando-a para desenvolver o campo teórico-investigativo da educação.

A Faculdade de História credenciará em até 200 horas as atividades de estágios, conforme estabelece Resolução CNE/CP 2, DE 19 de fevereiro de 2002, desde que os alunos exerçam atividade docente regular na Educação Básica e elaborem relatórios técnicos e/ou artigo cientifico sobre a experiência no campo de estágio, ficando a cargo de uma comissão de três professores de acompanharem e avaliarem o desempenho do discente. Os alunos que comprovarem experiência como professores de História, em qualquer dos níveis de Ensino, por pelo menos dois anos, poderão credenciar 200 horas de Estágio, ficando a cargo de uma comissão de três professores de acompanhar e avaliar as competências e habilidades como docente da área de História.

Prática Pedagógica

A Prática Pedagógica do Curso de Licenciatura ocorrerá desde o primeiro ano do curso e será finalizada no quarto ano do percurso curricular. A Prática Curricular Continuada viabilizará a experiência controlada dos futuros professores com o ambiente escolar e suas particularidades, de forma a garantir a experiência mínima necessária ao exercício da docência.

Nas sete disciplinas de Prática Curricular Continuada (Estratégias de Ensino de História Local e Regional; Texto didático: produção e uso; Ensino de História: Patrimônio Material e Imaterial; Ensino de História e Linguagens: literatura, oralidades e mídias; Estratégias de Ensino de História no Ensino Fundamental; Estratégias de Ensino de História no Ensino Médio e Estratégias de Ensino de História para as Relações Ét000nico-Raciais) são contempladas 448 horas atendendo , deste modo, ao artigo 1º da Resolução CNE/CP 2, DE 19 de fevereiro de 2002

Os saberes necessários à formação autônoma dos futuros docentes não se restringem ao Estágio Supervisionado, obrigatório ou não. Eles perpassam pelas disciplinas específicas e de formação geral. As atividades de prática de ensino serão desenvolvidas no interior das disciplinas de conteúdos histórico/historiográficos permitindo uma articulação prática e teórica e uma reflexão sobre como esses conteúdos seriam trabalhados no ensino, garantindo que a perspectiva da docência esteja presente durante todo o curso. Da mesma forma, a prática de pesquisa também será trabalhada no interior das disciplinas de conteúdos histórico/historiográficos e nas disciplinas específicas de pesquisa, permitindo a efetivação do processo de formação profissional da História. Todavia, é no Estágio Supervisionado que os alunos confrontarão os conteúdos, técnicas, abordagens e metodologias apreendidas durante o curso com os saberes produzidos no espaço próprio do exercício da sua profissão.

Atividades Complementares

As atividades acadêmicas, científicas e ou culturais, as quais perfarão o total de 200 horas (duzentas horas), constituir-se-ão de ações que articulem saber acadêmico e experiência profissional poderão ser consideradas: participação em eventos, estágios voluntários, minicursos, publicação de artigos, disciplinas optativas, dentre outras. Tais atividades, as quais deverão cumprir-se ao longo do percurso curricular e compreendem uma ampla gama de ações possíveis, as quais serão reguladas pelos professores da Faculdade de História. A consideração de tais atividades para fins de integralização curricular dependerá, necessariamente, da participação efetiva e ativa nas atividades eleitas.

Articulação do Ensino com a Pesquisa e a Extensão

As atividades curriculares conjugam a formação teórica e prática para a pesquisa. Essa conjugação, comum a grande parte das atividades curriculares, garante a articulação ensino, pesquisa e extensão, uma vez que os procedimentos realizados no âmbito das atividades compreendem a formação dos egressos para a produção e para a divulgação de conhecimento. As atividades curriculares articulam ambas as dimensões da atuação universitária, pois consideram que produção e divulgação são duas faces do fazer da ciência, instâncias necessárias da produção de conhecimento.

Política de Pesquisa

São quatro as linhas do Curso de História, a saber:

- Relações de poder, Conflitos e Movimentos Sociais

- Trabalho, Migração, Natureza e Meio Ambiente

- Saberes, Memórias e Narrativas

- Educação Histórica e Linguagens          

Política de Extensão

As atividades de extensão perpassam todas as atividades curriculares, relacionadas que estão à carga horária prática. A Faculdade de História esclarece que a carga horária pratica, destinada às atividades de extensão, não inclui a carga horária destinada ao estágio. Não obstante, os projetos de extensão formulados pelos docentes do Curso de História estarão, sempre e obrigatoriamente, vinculados ao Projeto Pedagógico, constituindo, inclusive, carga horária para integralização curricular, nas disciplinas dos núcleos de Formação Histórica e Historiográfica e de Formação Docente. Neste último, será destinada 30% da carga horária de Prática Curricular Continuada para atividades de extensão.

A política de extensão procura articular os interesses e demandas da sociedade com a produção de pesquisa e ensino da Faculdade de História, concretizando-se em ações tais como: discussão e produção de material didático voltado para a comunidade extramuros, em particular para as escolas da rede pública de ensino; promoção de eventos dirigidos à comunidade extramuros, com o propósito de aproximar e sensibilizar a sociedade da importância da história na prática e no saber cotidiano.

A carga horária destinada às atividades de extensão perfaz o total de 10% da carga horária total do Curso proposto, constituindo 330 horas, e devendo ser objeto de comprovação para integralização curricular. A Faculdade de História deverá elaborar normatização específica detalhando essa política ao longo do percurso formativo e na integralização curricular do Curso.

 

POLITICA DE INCLUSÃO SOCIAL

O Curso de História se beneficiária da infraestrutura e dos recursos disponíveis para atendimento de portadores de necessidades especiais existentes no Campus de Marabá da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará. O Campus Universitário de Marabá tem construído uma política de acessibilidade, como construção de rampas com corrimão, elevadores para cegos e portadores de necessidades. Também poderá articular intercâmbio com o Núcleo de Educação Especial - NEES, vinculado a Faculdade de Ciências da Educação do Instituto de Ciências Humanas, que tem desenvolvido ações de ensino, pequisa e extensão nesta temática. Além disso, também deverá ser demandado da UNIFESSPA a criação de estrutura institucionalizada de apoio a política de inclusão, incluindo infraestrutura para produção de recursos didático-pedagógicos.

Da mesma forma, conforme prevê o Art. 112 do Regulamento da Graduação (Resolução n. 4.399/2013), o curso promoverá, na medida de suas possibilidades, o “atendimento de discentes portadores de necessidades especiais, como:

I - recursos didático-pedagógicos;

II - acesso às dependências das unidades e subunidades acadêmicas;

III - pessoal docente e técnico capacitado;

IV - oferta de cursos que possam contribuir para o aperfeiçoamento das ações didático-pedagógicas”.

Planejamento do Trabalho Docente

O planejamento docente deverá assumir o princípio do diálogo, da ética e do trabalho cooperativo, visando assegurar os princípios pedagógico-metodológicos do curso e a reflexão sobre a própria prática docente universitária. O planejamento das atividades curriculares ocorrerá com a antecedência necessária à maturação das discussões e debates acadêmicos em curso. O planejamento será semestral, ocorrendo sempre no início do semestre anterior a sua execução, e conforme estabelecido no Art. 89 da Resolução CONSEPE n. 4.399/2013. O Conselho da Faculdade de História deliberará sobre o planejamento apresentado pelo seu diretor, o qual consistirá na definição dos objetivos das atividades curriculares previstas pelo atual Projeto Político Pedagógico, na indicação das formas de avaliação do desempenho dos alunos e no estabelecimento de critérios de avaliação do semestre. A seguir, os programas das atividades serão elaborados pelos professores responsáveis para que, depois, retornem ao colegiado para discussão, ajustes e deliberações.

 

SISTEMA DE AVALIAÇÃO 

Avaliação da Aprendizagem

A avaliação no curso assumirá a perspectiva de ser processual, investigativa, sistemática e contínua, visando possibilitar aos sujeitos participantes a retomada de objetivos propostos e o redimensionamento das estratégias de ensino-aprendizagem.

A avaliação do desempenho dos alunos se dará de modo a se verificar a aquisição das competências e habilidades a serem desenvolvidas, mediante as disciplinas a ela relacionadas. Conforme determinam o parágrafo 1º do Art. 96 da Resolução CONSEPE n. 4.399/2013 (Regulamento do Ensino de Graduação da UFPA), os professores farão a proposição dos instrumentos de avaliação em reunião específica para esse fim, em conformidade com as competências e habilidades associadas à disciplina, segundo o que determina o presente Projeto Político Pedagógico. Para fins da avaliação da aprendizagem também deverá ser considerado o que estabelece o parágrafo 2º do Art. 96 da resolução supracitada sobre o controle da frequência, bem como o Art. 97 sobre os procedimentos do docente na relação com a turma e do registro das avaliações.

Ressalta-se que a avaliação da aprendizagem dos discentes construídas durante o curso deverá considerar a articulações das atividades curriculares de ensino, pesquisa e extensão, e poderá ser constituída de instrumentos diversos, tais como diário de classe, produção individual e coletiva, ficha de auto-avaliação dos discentes, ficha de parecer individual, plenária de auto-avaliação, etc.

Avaliação Docente

A avaliação da ação docente é assumida aqui em sua perspectiva formativa, como procedimento de qualificação docente e como estratégia que visa estimular os educadores em um exercício de reflexão metacognitiva e de práxis pedagógica, tendo como horizonte a melhoria do ensino e a reorientação da proposta de formação do curso, quando necessário. Propõem-se como estratégias de avaliação docente: a avaliação da turma sobre o desempenho docente; a auto-avaliação docente; e a avaliação dos pares.

Além disso, a avaliação do desempenho dos professores (considerando-se assiduidade, pontualidade, empenho, respeito às diretrizes do Projeto Político Pedagógico e demais questões relativas) se dará por meio de instrumento formulado pela Coordenadoria de Avaliação e Currículo, aplicado aos cursos de graduação da Universidade Federal do Pará.

Avaliação do Projeto Pedagógico

Caberá ao Conselho da Faculdade instituir uma comissão interna para avaliação e acompanhamento do Projeto Pedagógico do Curso, em observância a Resolução Nº 01 de 17/06/2010 da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior.

A avaliação do Projeto Político Pedagógico deverá proporcionar a participação da comunidade universitária do curso (docentes, discentes e técnico-administrativos) e poderá ser realizada através de instrumentos de Programa próprio criado pela Universidade para Avaliação e Acompanhamento do Ensino de Graduação.

Ressalta-se a importância da avaliação coletiva e da reflexão contínua sobre o projeto pedagógico e o processo em desenvolvimento, para que, tomando a proposta inicial como referencia, o currículo possa ser pensado e repensado no sentido do constante planejamento do percurso formativo de modo a garantir a melhoria das condições de ensino-aprendizagem. São propostos os seguintes meios-instrumentos de avaliação:

Plenárias de Avaliação, em que os discentes, docentes e técnicos do curso possam manifestar a avaliação sobre o processo educativo e encaminhar propostas para o planejamento integrado e reorientação do percurso formativo quando necessário;

Reuniões do NDE – Núcleo Docente Estruturante do curso, em que os educadores coletivamente possam avaliar o processo, considerando a avaliação geral e organizando as propostas para o processo de planejamento integrado e reorientação do percurso formativo, quando necessário;

Sistematização e Produção de Relatórios Pedagógicos pelo NDE, garantindo periodicamente o registro das atividades e análise e reflexão sobre o processo desenvolvido a cada período.

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